9 de novembro de 2018

Faltando um mês para nova eleição, disputa pela prefeitura de Cabedelo tem seis pré-candidatos

Pleito para nova gestão será realizado no dia 9 de dezembro.

Angélica Nunes

A um mês para realização de novas eleições para a Prefeitura de Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa, pelo menos quatro pré-candidatos apresentaram interesse em conduzir a gestão do município até 2022. As eleições para os cargos de prefeito e vice-prefeito de Cabedelo serão realizadas no próximo dia 9 de dezembro e foi determinada após a cassação do prefeito afastado Leto Viana (PRP).

Além do prefeito interino, Victor Hugo (PRB), que já definiu o nome do ativista cultural Aguinaldo Silva (PSB), do PSB do governador Ricardo Coutinho, como pré-candidata a vice-prefeita, também estão na disputa como pré-candidatos Eneida Régis (PSD), que é esposa do ex-prefeito José Regis; e Morgana (PSL), que disputou ao cargo de deputada federal, mas não se elegeu. Cotados para concorrer ao pleito, completam a lista os vereadores de Cabedelo Janderson Brito (PSDB) e José Eudes (PTB), bem como Marcos Patrício, do PSOL, que foi o primeiro a declarar a pré-candidatura a prefeito de Cabedelo.

Calendário eleitoral

O calendário para novas eleições em Cabedelo foi definido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) em sessão administrativa realizada no último dia 24 de outubro. Conforme a resolução, o prazo final para prestação de contas dos candidatos ficou para o dia 12 de novembro.

Já as convenções partidárias para definição das candidaturas devem ser realizadas entre os dias 17 e 18 de novembro. A data do registro de candidatura acaba no dia 20 de novembro e no dia seguinte, dia 21 de novembro, os candidatos estão liberados para iniciar a propaganda eleitoral.

Entenda o caso

Leto Viana estava afastado da prefeitura desde o dia 3 de abril e se encontra preso, desde então, na carceragem do 5° Batalhão da Polícia Militar. Ele é um dos 26 denunciados pelo Ministério Público da Paraíba no bojo da operação Xeque-Mate. O grupo é acusado de ter montado uma organização criminosa na Prefeitura de Cabedelo.

As denúncias resultaram no afastamento de toda a cúpula do poder na cidade, incluindo o vice-prefeito, Flávio Oliveira (já falecido); o presidente da Câmara, Lúcio José (PRP), e a vice-presidente da Casa, Jaqueline França (PRP).