6 de setembro de 2018

Justiça proíbe campanha de rua em quatro cidades da Paraíba nesta sexta

Por conta do desfile cívico-militar, panfletagem, adesivagem, caminhada e carreata está proibidas em Campina Grande, Itaporanga, Serra Grande e São José do Caiana.

JOSUSMAR BARBOSA

 

Juiz Antônio Eugênio edita portaria que proíbe campanha de rua em três municípios do Sertão no 7 de setembro

Em pelo menos quatro municípios da Paraíba, está proibida a propaganda de rua nesta sexta-feira (7), feriado da Independência do Brasil. Em Campina Grande, a proibição partiu do juiz Horácio Ferreira de Melo, o qual alegou que o efetivo policial estará envolvido no desfile cívico-militar, que deverá reunir 15 mil pessoas, nas ruas centrais da cidade, a partir das 8 horas até o início da tarde. Por volta das 15 horas, haverá desfile no distrito de Galante.

Diante disto, não haverá panfletagem, bandeiraço, caminhada e carreata nesta sexta por parte dos candidatos e partidos. Horácio Ferreira também adiantou que, se houver segundo turno das eleições, não haverá campanha de rua no dia 11 de outubro, dia da emancipação política de Campina Grande.

No Sertão

Na região sertaneja, o juiz da 33ª Zona Eleitoral, Antônio Eugênio Leite Ferreira de Neto, publicou portaria, proibindo campanha de rua nos municípios de Itaporanga, Serra Grande e São José do Caiana durante o feriado de 7 de setembro.

O magistrado justifica que 7 de setembro é o símbolo da nossa independência do Brasil que deve ser exclusivamente lembrada. “É um evento que celebra a emancipação brasileira do reino de Portugal. As atrações devem ser voltadas para as lembranças dos eventos que marcaram esse fato histórico”, argumenta o juiz.

A medida proíbe todas as atividades ligadas à eleição, tais como: carreata, passeata, arrastão, comício, comício relâmpago, “pit-stop”, panfletagem, sonorização, adesivagem, bandeiraço ou passeio ciclistico com finalidade eleitoral, a partir das 14h até as 21h, ou enquanto não terminar o desfile cívico-militar nas referidas cidades. O candidato que descumprir a portaria estará sujeito às penalidades atinentes à desobediência da ordem da Justiça Eleitoral, bem como a aplicação de multa.