11 de outubro de 2018

Montagem da equipe de governo começa após 2º turno, diz João Azevêdo

Governador eleito defende o nome de Ricardo Coutinho para ministro de um possível governo Haddad.

Jhonathan Oliveira

Governador eleito disse que o foco agora é na eleição de Fernando Haddad (Foto: Divulgação)

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), revelou nesta quinta-feira (11) que vai começar a montar a equipe do novo governo no começo de novembro. Segundo ele, esse planejamento só será iniciado após a passagem do 2º turno das eleições,que acontece no dia 28 de novembro. Azevêdo adiantou que nenhuma existe nenhuma possibilidade de o governador Ricardo Coutinho (PSB) ser aproveitado na gestão que começa em 1º janeiro de 2019.

João disse que o foco agora é na campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República, candidatura apoiado pelo PSB da Paraíba desde o começo da campanha eleitoral. “A partir daí nós vamos começar, no início de novembro, a tratar da equipe, tratar com as pessoas”, ressaltou.

O socialista, que é ex-secretário de Ricardo Coutinho, sinalizou que integrantes do atual governo devem ser aproveitados, mas não adiantou nomes. “Fui secretário até abril, conheço toda equipe que está no governo, mas evidente que muitas alterações acontecerão, é um processo natural, é um novo governo e nós vamos estabelecendo isso a partir da primeira semana de novembro, junto com a comissão que fará a transição”, pontuou.

Falando sobre Ricardo, Azevêdo negou qualquer chance do ‘padrinho’ político integrar o novo governo. Segundo ele, o atual governador tem “missões maiores” para enfrentar, se referindo a um possível cargo de ministro caso Fernando Haddad (PT) seja eleito presidente da República.

“Aproveitado ele [Ricardo] vai ser sempre, como consultor político, como uma pessoa que orienta politicamente, porque ele é o líder político desse projeto. Administrativamente, é claro que não [ vai ser aproveitado]. Primeiro, ele já colocou que não quer. Segundo, Ricardo tem missões muito maiores . Esperamos que Fernando Haddad sendo eleito, ele seja ministro desse país e possa fazer pelo país o que fez aqui na Paraíba, uma gestão eficiente, que possa trazer benefícios para todo o Brasil. Esperamos vê-lo em em uma outra condição. A missão de Ricardo é maior do que ser secretário, não que ser secretário seja uma missão menor. Mas diante da grandeza política que Ricardo tem ele pode contribuir com esse país mais do que ficando na função de secretário”, reforçou.

Relação com a Assembleia Legislativa

O governador eleitor garantiu que não pretende fazer nenhum tipo de interferência na eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. João ponderou que esse assunto é restrito aos deputados. “Não é de bom alvitre que o governo, o Executivo, interfira nesse processo. Nós temos uma base consolidada e nos interessa ter governabilidade nos próximos anos, esperamos que essa base nos dê sustentação”, declarou.

Diferente do começo da gestão de Ricardo Coutinho, João abre o mandato com uma ampla maioria na Assembleia Legislativa. Vinte e dois deputados, dos 36 deputados que ocuparão as cadeiras na Casa, são da base da aliada.

“Espero que com essa base que elegemos, que esses deputados deem sustentabilidade e governabilidade para que o governo continue tendo a tranquilidade de fazer gestão e tendo uma relação de respeito, que é o que precisa ter entre os poderes. É isso que nós vamos buscar”.