9 de setembro de 2018

Veja as propostas dos candidatos a governador da Paraíba para a saúde

João Azevêdo, Lucélio Cartaxo, José Maranhão, Tárcio Teixeira e Rama Dantas prometem investimentos na área.

JOSUSMAR BARBOSA

 

A pesquisa do Ibope publicada, no dia 27 de agosto, mostrou que a saúde está no topo da preocupação dos eleitores da Paraíba com 72%, seguida por segurança (51%) e Educação (40%).

Diante deste cenário, os candidatos ao Palácio da Redenção decidiram priorizar nos seus programas de governo, registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), propostas para amenizar os problemas relacionados à saúde na Paraíba. Veja abaixo:

João Azevêdo

– Integrar as redes de atenção à saúde, sobretudo as prioritárias: redes de atenças materno-infantil, atenção às urgências e emergências, atenção psicossocial, cuidado à pessoa com deficiência e de atenção às doenças crônicas.

– Requalificar o Hospital e Maternidade Frei Damião (a implantação de um centro de parto normal e de uma casa de apoio mãe-bebê.

– Ampliar o número de leitos para internações de longa permanência.

– Implantar no hospital de Mamanguape o serviço de gravidez de alto risco.

– Reformar e ampliar os hospitais que integram a rede estadual de saúde.

– Implantar o Centro de Referência em Esclerose Múltipla da Paraíba.

– Transformar o Centro de Formação de Recursos Humanos da Saúde em Escola Estadual de Saúde Pública.

– Implantar a nova sede do Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN).

José Maranhão

– Firmar pactos Interfederativos que priorizam o financiamento tripartite, em especial para atenção básica, a promoção da saúde e a vigilância em saúde, visando ao alcance de um modelo de atenção básica à saúde integral sem fragmentação e a organização de um Rede de Atenção à Saúde articulada em âmbito municipal, regional e estadual.

– Fazer investimento visando à interiorização de serviços de média e alta complexidade nas regiões do Sertão paraibano e da Borborema, macrorregião composta por 137 municípios.

– Fortalecer o acesso da população a serviços de qualidade com equidade e em tempo adequado ao atendimento das necessidades de saúde em todos os ciclos da vida da forma regionalizada e integral.

– Apoio institucional a implementação da política de atenção básica em 100% dos municípios do Estado.

– Instituir, por Lei, o Incentivo Estadual ao Programa de Saúde da Família, compatíveis para garantir os investimentos e recursos necessários à integralidade do cuidado.

– Assegurar a cobertura de vacinação das campanhas nacionais, cumprindo a meta de 90% da população vacinada contra a influenza 95% da população contra pólio e sarampo.

– Valorização dos servidores efetivos da saúde, reformulando o plano de carreira, cargos e remuneração;

– Assegurar a política de atenção à pessoa portadora de deficiência.

– Ampliar a rede especializada de gestação de alto risco.

Lucélio Cartaxo

– Implantar o Sistema Estadual de Regulação para resolver um dos principais gargalos na rede de saúde paraibana, que é a ineficiência da gestão com relação à demanda e oferta de serviços e também à pactuação entre Estado e municípios – especialmente na gestão de leitos clínicos e de UTI.

– Construção do Hospital de Trauma do Sertão.

– Requalificação da rede dos hospitais regionais.

– Rede de UPAS (garantir a cobertura de 100% do território paraibano, além de UPAS especializadas nas regiões com maiores demandas).

– Redução da mortalidade infantil, com ampliação do número de leitos em UTIS neonatais.

– Policlínicas da família em todo o estado, com centrais de consultas e exames, agilizando o atendimento.

– Ampliar o número de médicos no interior do Estado será ampliado, por meio de parcerias entre o Governo Estadual, municípios e unidades de ensino universitário de medicina.

– Firmar programas de cooperação para garantir uma melhor distribuição de médicos entre as diversas regiões do estado, através de programas de residência médica. Também serão firmados convênios com as universidades para formar especialistas em saúde da família.

Tárcio Teixeira

– Desprivatizar a saúde da Paraíba, devolver sua administração ao Serviço Público.

– Realização de avaliação periódica dos serviços de saúde com a participação dos/as usuários/as e dos profissionais de saúde.

– Estabelecimento de parcerias com os Municípios no sentido de melhorar a qualidade do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, buscando implementar equipes multiprofissionais com médicos/as, enfermeiros/as, psicólogos/as, nutricionista, fisioterapeutas e assistentes sociais.

– Investir em pessoal, equipamentos, manutenção e ampliação dos hospitais públicos regionais para que estes possam prestar um atendimento de qualidade para população na própria região de moradia, não sendo mais necessário se deslocarem para a Capital ou para Campina Grande quando precisarem de atendimento.

– Não fazer politicagem com a vida do povo, prometendo obras e segurando para o processo eleitoral: garantir o funcionamento do Hospital de Oncologia do Sertão, conclusão dos ajustes (estruturais, equipamento, pessoal, material de consumo) necessários ao seu funcionamento e construção do Hospital de Trauma do Sertão Paraibano.

– Estruturar com as comunidades quilombolas e movimento negro políticas públicas de saúde específicas para população negra.

– Estruturar na saúde paraibana as farmácias vivas e centros de terapias alternativas.

– Construir e garantir funcionamento de casas de parto nas diferentes regiões da Paraíba.

– Produzir sistema informatizado de agendamento de atendimentos, exames, cirurgias e fornecimento de medicamentos, que permita o acompanhamento por parte dos/as usuários/as, garantindo transparência, evitando privilégios e reduzindo o tempo de espera.

Rama Dantas

– Defender a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a saúde.

– Garantir recursos para a Saúde oriundos da suspensão do pagamento da dívida pública e do fim das isenções fiscais em nosso Estado.

– Resgatar o hospital de Trauma de João Pessoa para o estado.

Rescindir o contrato com a Cruz Vermelha Brasileira e voltar a fazer esta unidade de saúde funcionar sob a administração do Estado.

– Hospital funcionará sem os vícios do passado, como empreguismo e favorecimento de setores privados operando naquela unidade, às custas da utilização de mão de obra estatal.

– Garantir aos/às trabalhadores/as do setor as conquistas e direitos de suas categorias, cerceadas pelos sucessivos governos estaduais.

– Investir em saneamento para evitar doenças.