11 de setembro de 2018

Veneziano diz que pecha de golpista ‘não cola’ para ele

Candidato ao Senado pelo PSB foi sabatinado nesta terça pela CBN.

 

Foto: Aline Oliveira

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo, candidato ao Senado pelo PSB, disse que mesmo que os oposicionistas tentem emplacar nele a pecha de golpista, por ter votado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quando ainda era do PMDB, o rótulo não lhe cabe mais, tendo em vista os posicionamentos tomados posteriormente. Veneziano foi entrevistado nesta terça-feira (11) da CBN Paraíba e falou ainda de propostas para as áreas de segurança e se posicionamento acerca de temas polêmicos como aborto e ideologia de gênero.

Veneziano disse seus posicionamentos na Câmara Federal sempre foram coerentes. “Foram poucos deputados que tiveram a coragem de votar a favor do trabalhador e contra a reforma trabalhista e contrário à orientação partidária. A reforma trabalhista veio se apresentando como solucionadora da grave crise que alcançava milhões de trabalhadores que perderam seus postos de trabalho e isso não se verificou, no cômputo final ela foi prejudicial. Em relação à reforma previdenciária e à venda da Eletrobrás me insurgiu e foram essas posições que tive que deixar o PMDB e isso fica muito claro para a população”, disse.

O candidato foi questionado por ter sido recebido com vaias de golpista em eventos realizados em Cajazeiras, no último fim de semana, segundo informações do companheiro de chapa, deputado Luiz Couto (PT), quando foi sabatinado nesta segunda-feira (10), também pela CBN. “Nunca deixei de pegar voo para Campina Grande e João Pessoa, nunca deixei de andar em Campina Grande, nunca fui hostilizado porque as pessoas sabem da minha postura de coerência”, afirmou.

Eduardo Cunha

Ex-peemedebista, Veneziano também se defendeu de acusações de que teria envolvimento no esquema do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). O irmão do candidato e hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rego, é citado em delações no âmbito da Lava Jato. “A nomeação de Vital não foi um favor, mas foi uma escolha livre do Senado, apenas o presidente subscreveu a escolha que não foi senão pela competência que demonstrou em sua trajetória política”, disse.

Em relação a Eduardo Cunha, Veneziano disse não ter ‘bola de cristal’ para prever as práticas do ex-deputado, que acabou chegando a condição de presidente da Câmara Federal e acabou perdendo o mandato e preso por envolvimento em crimes de corrupção no âmbito da Lava Jato.

Segurança pública

Interpelado sobre a questão da segurança pública, sobretudo no caso da fuga em massa no presídio PB-1, em João Pessoa, Veneziano disse que, na condição de parlamentar, mesmo não tendo atribuição executiva, é fundamental que haja um apoio do legislativo. “A questão da segurança em nível nacional não se estende a algumas unidades, é um problema que vem avançando de forma drástica em solo brasileiro. O estado vem perdendo de forma muito visível espaço para o crime organizado, principalmente para facções que se estabeleceram de dentro dos presídios, comandados pelo tráfico. É um problema que exige uma sistematização. A união precisa assumir essa condução”, defendeu.

Veneziano também defendeu o fortalecimento do fundo nacional de segurança e a criação de um ministério da segurança que realmente funcione, como forma de sistematizar as competências dos entes federados. “Temos 700 mil presidiárias e uma demanda de 350 mil vagas. O estado precisa fazer investimentos para que tenhamos uma sociedade mais justa, com investimentos em educação e que precisa recuperar, o que não vai ao mesmo tempo em que o manda proposta limitando investimentos em áreas sensíveis. Chegando ao Senado, defenderei que seja revista e revogada revogar a emenda 95 (que congelou gastos)”, pontuou.

Temas polêmicos

O candidato ao senado também foi enfático em seus posicionamentos contra o aborto e a ideologia de gênero. Os dois temas polêmicos estão em debate no Congresso Nacional e devem estar na pauta a partir do próximo ano. Veneziano disse que é a favor da vida e por isso não poderia votar favorável a qualquer proposta em sentido contrário a isso.

Entrevistas

A sabatina teve início nesta segunda-feira (3), com entrevista ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que disputa a reeleição. Na terça-feira (4), foi a vez do ex-governador Roberto Paulino, que é candidato único ao Senado pelo MDB. Já na quarta-feira (5), quem participou da rodada de entrevistas foi o professor Nelson Junior (PSOL), candidato ao Senado pelo PSOL, e no dia seguinte, na quinta-feira (6), foi a vez do colega de chapa, Nivaldo Mangueira (PSOL).

Nesta segunda-feira (10), as rodadas de entrevistas com os candidatos ao Senado foram retomadas com a sabatina ao candidato Luiz Couto (PT). A sabatina se encerra nesta quarta-feira (12) com a candidata Daniella Ribeiro (PP).

As entrevistas ocorrem em rede, a partir das 10h, e são transmitidas pela CBN João Pessoa e pela CBN Campina Grande, com perguntas formuladas por âncoras e colunistas. Há também a participação dos ouvintes.

Assim como os senadores, a CBN vai sabatinar também os candidatos ao governo do Estado. Serão 40 minutos de entrevista, descontados os intervalos. Pela ordem, o primeiro a participar será o candidato ao governo da Paraíba pelo PSOL, Tárcio Teixeira.

A ordem dos entrevistados foi definida por meio de sorteio, com a presença de representantes de todos os partidos. Será uma grande oportunidade para que os eleitores paraibanos possam conferir as propostas dos postulantes.

 

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Senado:

Dia 3 – Cássio Cunha Lima (PSDB)
Dia 4 – Roberto Paulino (MDB)
Dia 5 – Nelson Júnior (PSOL)
Dia 6 – Nivaldo Mangueira (PSOL)
Dia 10 – Luiz Couto (PT)
Dia 11 – Veneziano Vital do Rêgo (PSB)
Dia 12 – Daniella Ribeiro (PP)

Veja a ordem das entrevistas dos candidatos ao Governo:

Dia 17 – Tárcio Teixeira (PSOL)
Dia 18 – Rama Dantas (PSTU)
Dia 19 – José Maranhão (MDB)
Dia 20 – Lucélio Cartaxo (PV)
dia 24 – João Azevêdo (PSB)